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IBGE e Ministério da Saúde publicam resultados da POF 2008-9

 

 

Os resultados do módulo de antropometria da Pesquisa de Orçamento Familiar 2008-9 (POF 2008-9) foram publicados em agosto de 2010. A pesquisa, conduzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no período de maio de 2008 a 2009, foi realizada em todo o território brasileiro, nas áreas urbanas e rurais, totalizando aproximadamente 60 mil domicílios visitados.

 

As coletas das informações antropométricas das famílias foram realizadas em parceria com o Ministério da Saúde, considerando-se nas análises: déficit de altura, déficit de peso, excesso de peso e obesidade para crianças, adolescentes e adultos. Os resultados, da POF 2008-9 indicam que o peso dos brasileiros vem aumentando nos últimos anos.

 

CRIANÇAS:

 

Em 2009, uma em cada três crianças de 5 a 9 anos estava acima do peso recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Já o déficit de altura (importante indicador de desnutrição) caiu de 29,3% (1974-75) em para 7,2% (2008-9) entre meninos e de 26,7% para 6,3% nas meninas, mas se sobressaiu no meio rural da região Norte: 16% dos meninos e 13,5% das meninas. Com relação às crianças com menos de cinco anos: o déficit de altura foi de 6% no país, sendo mais expressivo em meninas no primeiro ano de vida (9,4%), crianças da região Norte (8,5%) e na faixa mais baixa de rendimentos (8,2%).

 

A POF 2008-9 revelou um salto no número de crianças de 5 a 9 anos com excesso de peso ao longo de 34 anos: em 2008-09, 34,8% dos meninos estavam com o peso acima da faixa considerada saudável pela OMS. Em 1989, este índice era de 15%, contra 10,9% em 1974-75. Observou-se padrão semelhante nas meninas, que de 8,6% na década de 70 foram para 11,9% no final dos anos 80 e chegaram aos 32% em 2008-09.

 

Gráfico 1 – Evolução de indicadores antropométricos na população de 5 a 9 anos de idade, por sexo – Brasil – períodos 1974-75, 1989 e 2008-2009

 

 

 

ADOLESCENTES:

 

A parcela dos meninos e rapazes de 10 a 19 anos de idade com excesso de peso passou de 3,7% (1974-75) para 21,7% (2008-9), já entre as meninas e moças o crescimento do excesso de peso foi de 7,6% para 19,4%.

Comportamento oposto ao da obesidade, ocorre com o déficit de peso, que teve declínio nesses 34 anos, indo de 10,1% para 3,7% entre os homens e de 5,1% para 3,0% entre as mulheres.

Este quadro caracteriza a população adolescente em todas as regiões brasileiras, com destaque para a Região Sul, cuja evolução do excesso de peso passou de 4,7% para 27,2% para os adolescentes e 9,7% para 22,0% para as adolescentes.

Gráfico 2 – Evolução de indicadores antropométricos na população de 10 a 19 anos de idade, por sexo – Brasil – períodos 1974-75, 1989 e 2008-2009

 

 

ADULTOS:

 

Entre adultos, a avaliação do estado nutricional foi feita pelo Índice de Massa Corporal (IMC). Pessoas com IMC inferior a 18,5 kg/m2 têm déficit de peso, e uma população é caracterizada como desnutrida quando 5% de seus integrantes encontram-se abaixo desse índice. Já o excesso de peso e a obesidade são definidos por IMC iguais ou superiores a 25 kg/m2 e 30 kg/m2, respectivamente.

 

Também o excesso de peso em homens adultos saltou de 18,5% para 50,1% e ultrapassou, em 2008-9, o das mulheres, que foi de 28,7% para 48%. Nesse panorama, destaca-se a Região Sul (56,8% de homens, 51,6% de mulheres), que também apresenta os maiores percentuais de obesidade: 15,9% e homens e 19,6% de mulheres. O excesso de peso foi mais evidente nos homens com maior rendimento (61,8%) e variou pouco para as mulheres (45-49%) em todas as faixas de renda.

 

 

Gráfico 3 – Evolução de indicadores na população de 20+ anos de idade, por sexo – Brasil – períodos 1974-75, 1989, 2002-2003 e 2008-2009

 

 

 

ANTROPEMETRIA X ALIMENTAÇÃO

 

 

Avaliação da quantidade de alimentos consumidos

 

Uma outra indagação feita pela POF 2008-9 referiu-se à quantidade de alimentos consumidos pela família. No confronto com a POF 2002-3, os resultados da POF 2008-9 apontam uma robusta melhora de satisfação das famílias para todas as regiões. No País, mais da metade das famílias investigadas (64,5%) avaliaram suficiência de quantidade de alimentos, ante 53% da pesquisa anterior. Nas áreas rurais, 45,6% das famílias referiram algum grau (normalmente e eventualmente) de insuficiência da quantidade de alimentos consumidos; nas urbanas este percentual se aproxima de 34%. Na POF 2002-2003, estas mesmas áreas apresentaram respectivos resultados de 56,9% e 44,8%.

 

Gráfico 4 - Distribuição das famílias, por situação do domicílio, segundo a avaliação da quantidade de alimentos consumidos Brasil - período 2008-2009

Avaliação do tipo de alimento consumido

 

A POF 2008-29 também investigou qual a opinião das famílias quanto ao tipo de alimento consumido. Para o total do Brasil, 51,8% das famílias afirmaram que os alimentos consumidos nem sempre eram do tipo preferido. Somando-se, a esta proporção, as famílias que declararam raramente consumirem alimentos preferidos, observa-se que 65% das famílias no Brasil declararam algum grau de insatisfação com o tipo de alimento que consome, em contraponto a 73,2%, percentual registrado na POF 2002-2003.

 

 

Gráfico 5 - Distribuição das famílias, por situação do domicílio, segundo a avaliação da quantidade de alimentos consumidos Brasil - período 2008-2009

 

 

Os resultados da POF 2008-9 corroboram com afirmações relacionando o maior acesso aos alimentos a índices elevados de obesidade e a menores índices de desnutrição.

 

 

Referências:

 

Pesquisa de orçamentos familiares 2008-2009 - Antropometria e estado nutricional de crianças, adolescentes e adultos no Brasil. Ministério da Sáude. IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Rio de Janeiro, 2010.

 

Pesquisa de orçamentos familiares 2008-2009 - Despesas, rendimentos e condições de vida. Ministério da Sáude. IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Rio de Janeiro, 2010.

 





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