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Hortelã

(Mentha piperita)

 

                                                                              Elisabeth Prado (*)

 

O uso da hortelã data de cerca de 1000 anos antes de Cristo. Em 1696 foi classificada pelo botânico Ray, que instituiu seu nome científico: Mentha piperita. O nome do gênero Mentha deriva de Mintha, uma ninfa grega que se enamorou de Zeus e por isso foi transformada em planta pela deusa Perséfone. O nome que caracteriza a espécie, piperita, foi escolhido em virtude do sabor picante de suas folhas. Pertence à família botânica Lamiaceae, que possui várias plantas aromáticas, cujas flores têm o formato semelhante a um lábio (por isso anteriormente essa família era chamada de Labiatae).

O gênero Mentha possui várias espécies medicinais, sendo a mais estudada a hortelã pimenta, ou Mentha piperita. No Brasil também são muito utilizadas outras espécies de hortelãs: Mentha spicata, Mentha arvensis  e também o poejo (Mentha pulegium).

Originária da Europa, África do Norte e China, a Mentha piperita é uma erva com altura entre 30 e 100 cm, folhas verdes muito aromáticas e pequeninas flores lilases ou brancas.

 

Parte utilizada: folhas.

A coleta deve ser feita antes da floração, pois é nessa época que as folhas concentram maior quantidade de óleos essenciais.

 

Composição química: o óleo essencial é composto principalmente por mentol, mentona, acetato de mentila e também por cineol, eucaliptol, limoneno, mentofureno e pulegona. A folha também contém flavonóides, taninos, princípios amargos, ácido rosmarínico, ácidos fenólicos e triterpenos.

 

 

Ações: o mentol é responsável pelo aroma agradável da droga e também por grande parte de sua atividade terapêutica: tem ação antiespasmódica, antipruriginosa, antiemética, carminativa e analgésica (principalmente local e nas mucosas do trato digestivo).

O óleo essencial, os princípios amargos e os flavonóides têm ação digestiva, por apresentarem propriedades aperitivas, eupépticas, coleréticas e colagogas.

 

Indicações:

Transtornos digestivos: dispepsias hiposecretoras, flatulência.

Uso tópico: analgésico e antipruriginoso.

Inalação do óleo essencial (diluído) para desobstrução das vias aéreas superiores em resfriados.

 

Contra indicações: gestantes, pacientes com obstrução dos ductos biliares, crianças menores de 2 anos, pessoas com hipersensibilidade ao óleo essencial.

 

 

 

 

Bibliografia:

 

BLUMENTHAL, M. The Complete German Comission E Monographs: therapeutic guide to herbal medicines. Austin: American Botanical Council, 1998.

 

ALONSO, J. Tratado de fitofarmacos y nutraceuticos. Rosario: Corpus Editorial, 2007. 1143 p.

 

FETROW, C. W. Manual de medicina alternativa para o profissional. Rio de janeiro: Guanabara-koogan, 2000.743p.

 

 

Imagens: FERRERO, D. Fitoterapia – Conceitos clínicos. São Paulo: Atheneu, 2006. 502p.

ALONSO, J. Tratado de fitofarmacos y nutraceuticos. Rosario: Corpus Editorial, 2007. 1143 p.

 

 

 

(*) Elisabeth Prado é Farmacêutica e Especialista em Farmacoquímica pela UFMG, com ênfase em controle de qualidade de fitoterápicos. Confira o currículo completo clicando aqui.

 

 

 

 

 

RECEITAS UTILIZANDO HORTELÃ

 

 

 

 

MUSSE SALGADA DE HORTELÃ


Ingredientes:

  • 1 envelope de gelatina sem sabor
  • 1 copo americano de água quente
  • 2 copos americanos de ricota amassada
  • 1 copo americano de folhas de hortelã (de preferência orgânicas)
  • 1 copo americano de iogurte natural desnatado
  • 1 colher (sopa) de mostarda
  • sal a gosto
  • opcional: 1 ou 2 dentes de alho

 

Preparo:


Hidrate a gelatina em 5 colheres (sopa) de água. Deixe descansar um pouco e depois dissolva na água quente (1 copo). Bata tudo no liquidificador até misturar bem e despeje numa fôrma previamente untada com um fio de azeite. Leve à geladeira por, no mínimo, 4 horas.

Dicas:

 

 

- a musse é um bom acompanhamento para saladas de folhas. Pode também ser servida com pãezinhos, bolachas e torradas, como antepasto.

- a hortelã pode ser substituída por uma infinidade de outros sabores: tomate seco, manjericão, azeitonas pretas, agrião etc. Para fazer as substituições, bata tudo no liquidificador, com exceção do sabor escolhido, vá dosando o sabor até ficar na medida do seu paladar.

- essa receita serve umas oito pessoas. Se quiser, divida-a em 4 partes e faça cada uma com um sabor, seguindo a dica acima, de fazer a massa base e depois acrescentar os sabores diferentes às partes divididas.


 

 

Ingredientes

·          2 maços médios de hortelã (70 g)

·         3 maçãs médias (520 g)

·         5 colheres (sopa) de azeite de oliva extra-virgem prensado a frio (50 g)

·         1 xícara (chá) de açúcar (180 g)

 

Preparo


1 - Lave os maços de hortelã, separe somente as folhas e os talos mais macios, seque com toalha de papel e pique finamente. Reserve.
2 - Lave as maçãs, descasque-as, tire o miolo e as sementes. Pique-as e coloque no copo do processador.
3 - Junte as folhas de hortelã e bata por 2 minutos ou até obter um purê. Despeje-o em uma panela.
4 - Junte o azeite de oliva, o açúcar e 1 xícara (chá) de água (240 ml). Leve ao fogo e cozinhe, mexendo de vez em quando, por 5 minutos ou até ferver. Abaixe o fogo e tampe a panela. - Deixe cozinhar por mais 20 minutos, mexendo de vez em quando, ou até obter uma geleia. Retire do fogo.
5 - Sirva com carnes assadas.

  

 

Fonte: modificado de http://www.azeite.com.br/

          Acesso em: 24/10/2010 

 

 

 





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