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Gengibre

 

 

 

O que se conhece como gengibre são os rizomas da espécie Zingiber officinales Roscoe. É originário da Ásia e da China, muito usado na preparação de refrigerantes consumidos na Inglaterra e nos Estados Unidos, em compotas e especiarias também consumidos no Brasil.

O nome gengibre vem do “sânscrito” singabere, que significa forma de chifre. Suas virtudes curativas foram relatadas pelo filósofo chinês Confúcio (551-479 a.C.), pelo médico grego Dioscórides e pelo Corão, o livro sagrado do islamismo. A China fez o primeiro registro medicinal na dinastia Han (25-220 d.C.) e popularizou seu uso na culinária. Os rizomas eram usados na antiga civilização grego-romana como especiaria e no tempero de carnes e bebidas. O pão de gengibre foi iguaria da corte de Elizabeth I. Veio na bagagem de Marco Polo, o explorador veneziano, que conheceu as plantações na Ásia Tropical e foi o primeiro ocidental a descrevê-las. Tornou-se, então, uma das principais especiarias comercializadas. Possui natureza fresca e morna, do seco a quente, picante, doce e muito aromático. No Brasil, adaptou-se muito bem, e é o preferido em pães, doces (nas deliciosas cocadas, pe-de-moleque), biscoitos e no tradicional quentão das festas juninas. Em rituais afro-brasileiro pertence a Oxum e Xangô. Os principais produtores são: Índia, Filipinas, Bangladesh e China.

 

Contém o gingerol como princípio ativo e componentes voláteis aromatizantes, entre os quais o zingibereno e o garanial presentes em maiores quantidades.

Vários efeitos têm sido descritos em experimentos in vitro realizados com diferentes extratos do rizoma fresco em animais de laboratório; entre eles, a forte inibição da agregação plaquetária induzida, que é resultado da inibição da atividade da tromboxana-sintetase.

Testes farmacológicos mostram que o gingerol tem atividades antipirética, mutagênica para algumas linhagens de Salmonella em estudos in vitro, e analgésica, mas seu principal potencial é ser antiemético, ação já avaliada em seres humanos.

 

 

Nome científico: Zingiber  Officinalis Roscoe

 

Família: Zingiberácea.

 

Sinonímia: gengibre, gengibre-dourado, mangarataia, gengivre e mangarataia.

 

Descrição botânica: planta rizomatosa, herbácea, ereta, atinge até 50 cm de altura; folhas simples, invaginantes, de 15-30 cm de comprimento; flores estéreis, branco-amareladas; rizoma ramificado de cheiro e sabor picantes. Os curandeiros e pajés da floresta usavam-na como energizante e estimulante da digestão, ou seja, para acender o fogo da barriga.

 

Constituintes químicos: óleo volátil (1 a 2,5%), onde são encontrados o citrol, cineol, borneol e os sesquiterpenos zingibereno e bisaboleno, além de um óleo-resina rico em gingeróis (substância de sabor forte e picante). Outros constituintes são: açúcares, proteínas, vitaminas do complexo B e vitamina C.

 

Ação terapêutica: anti-séptica, é utilizada no combate à asma e à bronquite. É estimulante digestiva, carminativa, antibacteriana local, e usada ainda em inflamações da garganta; inibe náuseas e vômitos, é antivomitiva, antiinflamatória, anti-reumática, antiviral. Também é usada em casos de menorragias e dores de cabeça. É hipotensora, expectorante, com atividade antitussígena, antitrombose, cardiotônica, antidiarréica, antialérgica, colagoga, além de protetora do estômago e afrodisíaca.

 

Toxicidade: não foram encontrados relatos na literatura consultada.

 

Aplicação culinária: fresco ou seco, em pó ou em lascas é usado como corante, conservante de alimentos, no tempero de carnes, aves, peixes, camarão, sopas, caldos, picles e conservas, maioneses, chutheys, compotas, doces, geléias, frutas assadas e cozidas, licores e chás. Em pó é muito empregado na culinária nordestina, no preparo de bebidas quentes como quentão, cerveja de gengibre.

 

Outras formas de uso: muito apreciado pela cozinha oriental, principalmente na Índia, China e Japão, em pratos típicos. Está presente na composição do curry. Na indústria de alimentos, é utilizado na fabricação de massas, biscoitos, pães de ervas, queijos de soja, licores, vinhos, azeites, conservas, vinagres e como antioxidante. Na medicina chinesa, é usado para reduzir o efeito colateral de outras ervas e fortalecer os pulmões e rins.

 

Ações farmacológicas: Nas quantidades normalmente usadas em culinária, o gengibre não tem nenhuma atividade farmacológica.

 

Contra Indicações: Quem tem problemas de cálculos biliares só com orientação ou autorização médica. Mulheres grávidas com problemas de enjôo e vômitos não devem usar o gengibre.

 

Efeitos colaterais: náuseas, queimação na língua, gastroenterite, diarréia, eripselas, hemorragias internas, abortos, lesões renais.

 

Interações Medicamentosas:

Há evidências de que o gengibre estimula a produção de áci­do clorídrico estomacal. Teoricamente o gengibre poderá aumentar o risco de sangramento quando administrado com remédios para insuficiência cardíaca ou outros medicamentos que apresentem esta ação. Em doses elevadas poderá desen­cadear sonolência, além de que poderá interferir com me­dicamentos que alteram a contração cardíaca incluindo os beta-bloqueadores. Existe a possibilidade de diminuição dos níveis de açúcar no sangue e, portanto, poderá inter­ferir com medicamentos administrados por via oral para diabéticos.         

 

Bibliografia:

 

CUPPARI, L. Nutrição Clínica no Adulto – Guia de medicina ambulatorial e hospitalar UNIFESP-Escola Paulista de Medicina. Ed. Monole. 2 ed. 2009.

 

NICOLETTI, M. A. et al. Principais interações no uso de medicamentos fitoterápicos. V.19, n ½, 2007.

 

SILVA, F. et al. Folhas de chá: remédios caseiros e comercialização de plantas medicinais, aromáticas e condimentares – Ed. UFV, Viçosa-MG, 2008.

 

www.drashirleydecampos.com.br/noticias/18745 – Acesso em 08/05/2011

 

www.copacabanarunners.net/gengibre.html - Acesso em 08/05/2011.

 

Imagens: serdanatureza.com terapiafloralon-line.blogspot.com – Acesso em 08/05/2011.

                Agrov.com – Acesso em 08/05/2011.

 

 

 

RECEITAS UTILIZANDO GENGIBRE

 

Salada de acelga com alho e gengibre

 

Ingredientes:

- 1 acelga média, lavada e picada em tiras

- 1 cenoura grande ralada (ou em tirinhas bem fininhas)

- 2 copos americano de shoyu

- 1/2 copo americano de vinagre

- 5 dentes de alho picado ou cortado em rodelas finas

- 1 pedaço de gengibre (4 cm) picadinho

 

Modo de Preparo

Lave a acelga e a cenoura, coloque em um recipiente e reserve. Refogue o alho e o gengibre com um pouco de óleo até ficarem sequinhos. Quando o alho começar a dourar, retire do fogo. Despeje em cima dos vegetais. Mexa rapidamente. Acrescente o shoyu e o vinagre. Leve à geladeira.

 

 

Fonte: Adaptado: tudogostoso.uol.com.br – Acesso em 08/05/2011.

 

 

 

Gengibres caramelados

 

Ingredientes

- 1 xícara de gengibre

- 1/2 xícara de água

- 1/2 xícara de açúcar

 

Modo de Preparo

Picar o gengibre. Colocar os ingredientes na panela, levar ao fogo e deixar ferver até o ponto de caramelar.

Receita de: Silvana Simonini Coelho.

 

 

 

KRI KRI de gengibre

 

Ingredientes

- 1 xícara de gengibre

- 1/2 xícara de água

- 1/2 xícara de açúcar

 

Modo de Preparo

Picar o gengibre em pedaços finos e pequenos. Colocar os ingredientes na panela, levar ao fogo e deixar ferver até secar a água e cristalizar o açúcar.

Receita de: Silvana Simonini Coelho.

 

 

Elaboração: Silvana Simonini (Supervisora de Alimentação Escolar da Secretaria Municipal Adjunta de Segurança Alimentar e Nutricional da PBH, Nutricionista graduada pelo Centro Universitário de Belo Horizonte - Uni-BH, Economista Doméstica graduada pela UFV e pós-graduanda em Nutrição Clínica pela Gama Filho/SP). 

 





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